Ambigüidade: desfazê-la - eis a questão;

...



Segunda-feira, Dezembro 26, 2011

A verdadeira dedicatória escondida:

Eu terminei o que nós dois começamos. Você não está mais comigo. Eu não estou mais com você. E, provavelmente, nunca mais iremos nos ver. E isso importa? Não exatamente. Eu o agradeço por tudo o que você fez por mim, por todos esses anos de amor incondicionais que tempo nenhum vai apagar. O seu rosto ao dizer que me amava, que iríamos ser pra sempre, e como eu podia sentir o calor da sua pele. Nós dois éramos muito especiais um pro outro, mas deixamos de ser. Seja como for, isso não pode me impedir de dedicar o meu trabalho monográfico a você. Você, que sempre me apoiou, que sempre me amou, e o único por quem eu verdadeira e honestamente me apaixonei.

Obrigada por me fazer acreditar e por me dar força pra, sempre, continuar a viver.
Eu tenho a certeza de que, não importa como, o meu amor por você sempre existirá, mesmo que seja mudado. Ele estará numa rodoma, sempre protegido. Apenas modificado.

Você sempre será o meu melhor amigo. E essa é a certeza mais bela que eu tenho. Por mais que você nunca venha a saber de nada do que eu escrevi, nós sempre teremos um laço, algo que nos unirá... =)

Obrigada, meu querido. =)
Essa monografia foi unicamente pra você.

postado por: ROBERTA GAVAZZONI 2:30 AM


Segunda-feira, Julho 18, 2011

A única coisa que eu sei - e que eu sempre soube - é que eu te amo. Uma vez, eu disse isso a você. Pode jogar essa frase fora, pois agora que somos inimigos, sequer quero pensar que no que compartilhamos. Você não merece o meu carinho ou a minha amizade. Você merece ser usado. Você não mais é bem-vindo na minha vida. Não tenha a audácia de voltar aqui.
Eu voltei pra você, humilde e simplesmente, como uma amiga. Você desconfiou de mim. Você usou e abusou do meu coração. Você o esmigalhou. E, quer saber? Algum dia você ver que é você quem nunca vai conseguir seguir em frente de verdade. Você pode namorar e casar, mas sempre vai ter "dúvidas" sobre o sente. E quer saber o porquê? Porque você é perdidamente apaixonado por mim. Porque partilhamos ideais de vida; porque nós éramos perfeitos um pro outro.
Eu não queria ficar com você - isso nunca esteve nos meus planos. E eu respeitei a sua namorada. Eu só não posso ser culpada - como você o fez - por você não conseguir ficar no mesmo ambiente que eu e sentir vontade de ficar comigo, de chorar nos meus braços e não no sua namorada. Mas, vai lá, tente amá-la. Você vai conseguir, com muita boa vontade. Eu sei que você é persistente. Sempre admirei isso em você. Mas, agora, você não passa de um passado ao qual eu me envergonho. Sim, eu me arrependo de ter te procurado. De ter te apoiado e gostado tanto de você. Una-se com quem sempre quis me destruir. E cuidado quando você voltar - porque sei que vai: posso não estar de bom humor.

That is our last goodbye.
(me procure quando você crescer)

postado por: ROBERTA GAVAZZONI 10:07 PM


Quinta-feira, Julho 07, 2011

Eu sei que já publiquei essa passagem aqui, mas, cada vez mais eu tenho certeza de que ela é verdadeira. É um trecho do trailer de "A Última Música", baseado no livro homônimo de Nicholas Sparks.

"às vezes, é preciso se afastar das pessoas que você ama. mas isso não quer dizer que você as ama menos. às vezes, você os ama ainda mais."

É impossível controlar os nossos sentimentos. É impossível querer que eles acabem ou perdurem. A nós não cabe o controle - senão senti-los. Por isso, cuidado com o que você deseja... Nem sempre você será capaz de lidar com isso.

Uma frase muito importante que eu ouvi é de imperiosa relevância: "às vezes, os sonhos se transformam em terríveis pesadelos".

Recomeços são muito importantes...

postado por: ROBERTA GAVAZZONI 10:30 AM


Sábado, Julho 02, 2011

- Oi, tudo bem? - eu perguntei timidamente. Eu nem sequer o olhava nos olhos, devido a grande timidez que rasgava o meu peito. Eu tinha acabado de beijá-lo no rosto e podia sentir as minhas bochechas ruborizarem. Aquela era a mesma sensação de sete meses antes. E sabia que ainda o amava e que o sentimento seria pra sempre.
- Tudo. - ele respondeu secamente e dirigiu-se à minha amiga, com quem continuou a conversar por intermináveis cinco minutos. - A gente se vê. - e acenou.
Eu não podia acreditar. Depois de sete meses, ele estava ali, lindo como sempre - não, estava mais do que incrível -, mas simplesmente fingia que eu era ninguém. Se por um lado eu estava absolutamente feliz, eu estava absolutamente arrasada, num outro. Desde sempre eu o amei, e precisava dele.
- Amiga, vamos. - minha amiga me segurou pelo braço e me arrastou da praça de alimentação do Shopping Leblon. - Pára de sonhar. Ele está acompanhado, olha lá. - e apontou para uma magricela toda torta que acabara de passar por mim.
Não era possível. Ele não podia estar com aquela garota! Não depois de tudo que passamos. Eu o amava e aquilo não era justo.
Eu não conseguia pensar em mais nada. Só no cabelo liso e desarrumado dele. No corpinho magro e lindo. Nos olhos e na boca. E aquela voz deslumbrante que ele sempre terá. A minha vontade era de tê-lo agarrado ali mesmo, de tê-lo trazido junto a mim, de tê-lo amado mais e mais. Mas, alguma hora a gente precisa acordar e saber que a fantasia pertence aos livros e não à vida real.
Minha amiga sentia que eu chorava intimamente. Ela sabia que eu nunca tinha superado a perda e que ele me fazia falta. Depois dele, eu verdadeiramente lutei para me relacionar com outros meninos, mas não conseguia. Eu sempre tive a sensação de que ele reapareceria e de iríamos nos perdoar mutuamente. Eu não podia ser tão indiferente a ele como ele havia me dito sete meses antes.
No entanto, eu sabia que o simples fato da minha presença ali deve tê-lo incomodado ao extremo. Eu podia sentir na rigidez do corpo perfeito dele. Nenhuma das minhas amigas o achava bonito - ainda bem -, mas eu verdadeiramente não sabia como era possível alguém não achá-lo lindo e deslumbrante. Só de pensar nele o meu coração já ficava acelerado.
Eu sabia que tinha que seguir em frente, mas não podia. Enquanto aquela história não ficasse esclarecida, eu não conseguiria seguir.
Eu o amava muito.
Mas precisava esquecê-lo.
E eu não sabia mais o que fazer...

postado por: ROBERTA GAVAZZONI 11:53 AM


Quinta-feira, Junho 30, 2011

As coisas são simplesmente tão cíclicas, tão perfeitas e tão inconstantes - tudo tão ao mesmo tempo, tudo tão... eu.

É tão interessante notar a diferença de cenário e as constantes mudanças de humor, de jeito, e, mesmo, do querer. Hoje, estou usando um vestidinho bem curtinho - escuro, porém estampado -, delicado e feminino, acompanhado de uma meia calça rendada super sexy e unhas roxas metálicas. No cabelo, uma presilha de strass absolutamente glamurosa e, no pulso, um relógio Tissot. Para acompanhar, uma maxi bolsa Cavalera. Estou me sentindo uma Bonequinha de Luxo, assim como a Audrey Hepburn.

E eu descobri que amo a palavra "cíclico".

E que estou mais viciada em Gossip Girl do que eu imaginei.

Caramba.

E que eu preciso de um Chuck Bass agora!

Ai, ai.

Estou vivendo as minhas escolhas, as minhas vontades e a minha doçura. Essa é a verdade. Eu não sou fria. Eu sou doce, extremamente doce. Acontece que eu não quero, tão-somente, me envolver com ninguém agora e aí eu simplesmente me agarro a uma das minhas máscaras. Eu sou quase advogada e também me escondo na "filhinha da mamãe". Eu sou uma pseudo-escritora, mas não me exponho ao mundo artístico-literário. Eu sou tudo em potencial, mas tenho medo de falhar. Eu quero ser a protagonista que sempre é a substituta. Aquela que todos aplaudirão, a que nunca comente os erros, mas sempre uma sombra de mim mesma. É muito difícil aceitar tudo isso - já que, certamente, demora muito tempo para as coisas acontecerem.

Eu gosto da maneira com que eu vivo.
Eu gosto das minhas escolhas.
Do meu cabelo.
Do meu corpo.

Sinceramente, eu me acho bastante enigmática, pois congrego, intrinsecamente a mim, valores e postulados diversos aos das demais pessoas e, aliado a isso tudo, uma doçura além do normal. Eu trato todos com um carinho absurdo... como se dependesse dele a felicidade alheia. Gosto de ser quem eu sou, apesar de saber que isso é muito complicado, já que vários garotos acabam se aproximando de mim e se apaixonando. Não faço de propósito. E acaba que afasta aqueles pelos quais eu me apaixono.

Aprendi muito em Gossip Girl. Aprendi a valorizar as minhas escolhas, a ser quem eu sou. E a usar meias rendadas vez ou outra.

É animador.
Mas sempre fica chato.

You know you love me,
XOXO

postado por: ROBERTA GAVAZZONI 2:01 PM


Segunda-feira, Junho 27, 2011

Meu querido (ex-)melhor amigo,

eu não tenho coragem de encaminhar essa carta ao seu e-mail, então, publicarei aqui, com o viés literário de que são vislumbres sombrios e indesejados da minha mente.

Eu achei que nunca mais sentiria a sua falta - não depois de tudo. Achei que se parássemos de nos falar, eu enterraria, com o tempo, a sua lembrança, a sua risada, o seu jeito lânguido de aparecer quando eu sempre precisei de você. Achei que, com a sua felicidade, eu poderia seguir em frente, deixar que tudo não passasse de um equívoco.

Mas a verdade é que eu sinto saudades do meu melhor amigo, de conversar com ele, de ficar com o rosto apoiado no ombro dele, enquanto ele dizia que tudo ia ficar bem. Estou me formando esse ano - o momento que sempre esperamos juntos - e eu sequer poderei convidar-lhe para a minha formatura.

Você não sabe como foi difícil abrir mão de tudo. Como foi difícil ouvir que eu pretendia algo com as minhas ações. Eu, sinceramente, acredito que você também esteja com saudades. Então, por que diabos não nos rendemos? Por causa dela? Eu não quero estragar o seu momento narcisista, mas eu sinto falta do meu melhor amigo e não do meu namorado. Eu sinto falta dos momentos em que estávamos todos juntos, quando eu podia pegar na sua mão sem que isso significasse mais do que carinho.

A verdade é que eu nunca vou encontrar alguém como você. E é difícil constatar isso. Mas encarando é a única maneira de superar. Eu sei.

Mas, e eu não quiser superar? E eu precisar de você na minha vida? Você fez parte da minha adolescência, de todos os meus problemas. Foi com você que eu aprendi o que era crescer - e com quem aprendo até hoje, já que você não sai da minha cabeça.

Eu penso em você com todo o carinho do mundo. Eu me recordo com nossos momentos. Eu não me importo com os erros do passado. Eu só quero que você saiba que, em mim, você sempre terá uma amiga. A amiga que mais confiou em você e que faria qualquer coisa por você.

Eu sei que você tem muitos amigos - afinal, você é uma pessoa tão meiga e tão gentil - e que você tem uma linda namorada. Mas você não sente saudades de mim? Aposto que sente. Você é tão sensível quanto eu. E você nunca vai me esquecer - bem como eu nunca esquecerei você. Você foi o meu primeiro amor, o primerio com quem eu achei que passaria o resto da minha vida; a pessoa que me conheceu tão profundamente...

Eu tentei encontrar um substituto pra você. De todos os jeitos e às pressas. Você era a minha amizade desfeita às pressas... Eu precisei cortá-lo completamente da minha vida, mas agora eu sei que estou pronta para tê-lo somente como amigo. É disso que eu sinto falta. De alguém pra me apoiar, de alguém para apoiar.

Lu, você será, para sempre, o meu melhor amigo... então, quando você quiser voltar ao seu cargo, eu estarei esperando... Eu espero que seja logo. Acho que o nosso passado comum só corrobora o quanto a nossa amizade é forte.

Eu te adoro, melhor amigo pra sempre. =)

postado por: ROBERTA GAVAZZONI 10:49 AM


Domingo, Junho 26, 2011

Tudo começou com um jogo.
Com um estímulo.
Com o poder da sedução de uma ou de outra palavra.

O cenário era perfeito; pois, separados através de nossas telas de computador, poderíamos ser o que quiséssemos. Quaisquer toques seriam-nos possíveis, uma vez que virtuais eles seriam. Tudo a seu tempo.

Ela sabia que teria que sair da bolha algum dia.
Ele queria esperar o tempo que fosse necessário.
Ela queria alguém de suas fantasias.
E ele era as suas próprias.

Seus mundos eram diferentes. Ela ia à faculdade; ele não passara do ensino médio. Ela morava no Rio e ele em SP. Ela gostava de ler e ele de beber.

Mas nos seus ensaios, à noite, ela só pensava nele e em como tudo poderia ser.

Ela havia prometido a si mesma que jamais teria algo com outro cara de São Paulo; mas ele não era um "outro cara". Ele era especial. E ela poderia dar aquela chance a ele, não podia?

postado por: ROBERTA GAVAZZONI 8:18 PM


Terça-feira, Junho 21, 2011

15 minutos escrevendo e eu saio daqui outra pessoa. Tenho certeza disso.

Eu não acredito, eu mal posso acreditar, a bem da verdade, mas a minha inspiração para escrever voltou; e, com ela, todos os pesares que são, bem, escrever? escrever todos os dias, todo o momento ter uma poesia intalada na língua, vontade de ficar horas e horas com um lápis ou um teclado à frente.

Sei que preciso escrever, mas não para me encontrar, mas para colocar em prática todo o talento que eu supostamente tenho. Tudo o que está fincado em mim e que precisa sair.

Eu tenho assistido e lido Gossip Girl (será esse o motivo pelo qual a minha inspiração voltou?) e tenho pensando sobre tudo. Sobre todos. E, especialmente, sobre cada uma das minhas escolhas. Repensei-as uma a uma. E vejo que estou certa em seguir em frente. Pensar em boas notas, na minha futura monografia, nos concursos e no Mestrado. Tudo ao mesmo tempo, tudo me tirando o ar e me fazendo exasperar de todas as minhas obrigações.

Eu tenho feito boas provas, no final das contas. Eu tenho estado relaxada, pronta pro que vier. Descobri que não preciso de ninguém para ser feliz, senão de mim mesma e de meus livros - ah, eles jamais me trairiam, jamais se portariam mal comigo. Os meus livros são os meus principais e únicos amigos. Os únicos a quem eu devo toda a devoção do mundo.

O resto é passatempo.

Obrigado-me a encontrar alguém para substituir o F foi um engano. E querer esquecer o F outro maior. Ele é inesquecível, especialmente porque nós nunca tivemos a chance de experimentar um ao outro. É completamente diferente de quando você tenta e dá tudo errado - mas até nesses casos, às vezes bate uma saudade daquele de quem você sabe que nunca mais receberá um abraço...
F é alguém legal. F é alguém com quem eu me importo. E, de alguma maneira, eu sei que ele também sente a minha falta. Talvez sejamos apenas duas crianças mimadas - e iguais - e nem um nem outro quer pegar o telefone e levar o primeiro fora. Tenho certeza de que essa nossa pequena guerra acabará em breve. Você é maravilhoso, especial e o verdadeiro motivo pelo qual eu não consigo mais me envolver com ninguém, por mais que eu saiba que isso seria saudável.

Acontece que eu não posso me forçar a sentir nada pelas pessoas, por mais especiais e divinas que elas sejam. Quero que o sentimento brote no meu peito. Quero que você suma, se quiser, do meu coração. Eu não forçarei mais nada. E, desde então, a sua memória tem ficado cada vez mais fraca, em esparsos momentos, e eu não sonho mais com você. Seria uma perspectiva de melhora? Eu quero te amar, eu quero te odiar, quero ser indiferente a você de uma forma distraída e natural.

Mas, ainda assim, um dia, quando nossos caminhos se reencontrarem, será que você conseguirá me deixar partir? Ou, por outra, será que eu conseguirei deixá-lo partir sem, ao mesmo, beijá-lo? O sentimento está aqui guardado e eu, sincera e honestamente, eu não sei mais o que ele significa: se é perda, falta, amor ou ódio, mas sempre que eu penso ou falo em você e relembro da nossa história juntos, o meu sangue esquenta.

Falar de você é reviver um mundo de alegria e felicidade: como se eu conseguisse, finalmente, me teletransportar para uma realidade diferente - para a minha própria -, onde nos casamos e temos uma bela filha.
Eu te amo, F. Não vou enrolar mais. Amo mais do que os raios de sol em plenao verão ou do que o gelo que a neve traz quando toca a nossa pele nua, mais do que as partículas d'água ou mais do que os pixels do Final Fantasy. Eu te amo pelo que você é, por quem você é, pelas suas qualidades e pelos seus defeitos. Eu não me importo com a sua condição social ou econômica, eu não me importo aonde você mora, nem com quem foi o seu passado. A única coisa que me importa é que somos ou que fomos um para o outro. Tenho certeza de que você nunca será esquecido por mim. E, do mesmo jeito, eu não serei esquecida por você. Somos consideravelmente iguais para eu ter essa certeza. Nossa única diferença gritante, agora, é o fato de que eu assumo o amor que trago no peito e você está aí, sob as cobertas, pensando se deve ou me mandar uma mensagem. Envie-me, pois. Você sabe que eu irei respondê-la. Você sabe que eu te amo, F. Quantas vezes você quer que eu diga?

Te amo, te amo, te amo. Eu te amo. Essas palavras são oriundas do meu coração...
Só queria que soubesse disso. Dos meus sentimentos.

postado por: ROBERTA GAVAZZONI 5:33 PM


Quinta-feira, Junho 16, 2011

Eu tenho prova amanhã, mas quem disse que eu quero parar de ler e assistir spoilers de GG? Baixei algumas músicas da série - e mal posso esperar pros DVDs chegarem no dia 27. Seria perfeito se chegassem para o feriado, mas acho que não acontecerá. =(

Eu tive prova hoje e acho que eu fui bem, apesar de ter ficado um pouco nervosa com a bronca - em certa medida até merecida - e com o tempo de prova. Algumas questões eram bem fáceis, outras mais difíceis. Acho que tirei uma boa nota e não vou mais me preocupar - ao menos por ora - com Direito Econômico. A minha consciência, afinal de contas, está tranqüila porque eu sei que li todos os livros, compareci a todas as aulas e anotei cada palavra do professor. Sei, também, que não participo muito da aula, mas não deixo de fazer as minhas conjecturas sozinha, no escuro do meu quarto. Sinceramente, quando estou absolutamente sozinha é o momento em que tudo passa pela minha mente. Desde assunto fúteis como elucubrações acerca do Universo. Tudo o que tem a ver com palavras também me é acessível nesse momento.

Amanhã eu tenho outra prova, de Prática Jurídica Simulada (Direito Civil), e espero, sincera e profundamente ir bem; entender o caso é uma premissa, para tanto. Mas acho que vai dar tudo certo. Meus estágios foram e são, em sua maioria, com ênfase no Direito Civil, o que me dá bastante habilidade para desvendar os segredos da questão. Além disso, essa será a minha específica na OAB... tudo vai dar certo.

Sinceramente, acho que vai cair uma Indenizatória pelo Rito Sumaríssimo, em que a peça seria pautada pelo CDC. Importante, se for esse o caso, é perceber a competência, delineada pelo art. 101 do diploma do consumidor, que é, em regra, no foro do autor e, também, estipular que há relação de consumo e quem é quem (arts. 2º e 3º). Terei que falar da responsabilidade, que, dependendo, é pelo art. 12... e os pedidos, procedência do pedido e tal, sem prejuízo do rol de testemunhas, se for o caso...
Minhas amigas acham que vai cair a Apelação, que também é bem provável. Ela é composta por duas peças, uma de interposição e outra de razões.

Enfim, não estou preocupada... pelo menos, isso é um bom sinal. Estou leve.

postado por: ROBERTA GAVAZZONI 9:46 PM


Depois não vá falar que eu não expliquei, que eu não esperei, que eu não quis, também...

(a gente, verdadeiramente, nunca sabe o que quer, não é mesmo?)

Essa semana, eu atribuí concretude ao meu novo vício - oriundo dos gostos da minha amiga -, qual seja: Gossip Girl. A priori, talvez não fosse um livro/seriado que teria a ver com comigo. Afinal, quem me conhece sabe que eu sou demasiada certinha e que tenho postulados extremamente fortes e imutáveis. Mas, talvez por isso mesmo eu tenha querido mudar. É importante, afinal, compreendermos um contexto global. E cá estou eu: torcendo pelo Chuck e pela Blair, repicando episódios no Youtube, devorando os livros enquanto eu preciso estudar e vivenciando histórias de amor paralelas, intensas, relações de amor e de ódio. Vai dizer que isso não lembra "O Morro dos Ventos Uivantes"? Aliás, o que eu achei absolutamente incrível - e ganhou a minha vivacidade na hora - foi o fato de livros como Guerra e Paz e Os Sofrimentos do Jovem Werther, ambos por mim já lidos, terem sido citados.

S., B., C., N., J., quase o alfabeto inteiro. Ah, e não esqueçamos de V.! Tenho que dizer que prefiro B.! S. é interessante, mas B. é muito mais misteriosa. Nela, uma verdadeira Cathy. A jovem S., quem sabe, pode ser uma... hmm... Isabella? Mas Blair é certamente a nossa protagonista Cathy. Tudo bem, GG trata problemas do cenário dos "mauricinóides" como comuns e banais, afugentando milhares de leitores. Mas, espera aí! Pensem bem: o que a autora quer é, ao tratar assuntos-tabus com tanta naturidade, que nós paremos para refletir e para indagar sobre a necessidade daquilo. Ela, tão esperta, induziu, numa história sensual e provocante e que destoa do mundo da maioria das pessoas, uma capacidade de auto-reflexão.

GG é muito interessante. Eu leio (e aprecio) a literatura clássica. Meu vocabulário é preciso. E eu sou fã incondicional de poetas. Mas GG mostra uma realidade diferente - Dan até é artista! A autora denota a importância dos estudos, e condiciona, o tempo todo, a liberdade à responsabilidade. Eu sei que nem todos percebem isso ao ler o livro, entendendo, tão-somente, a futilidade da GG...

XOXO

postado por: ROBERTA GAVAZZONI 4:24 PM


Domingo, Junho 12, 2011

O que há no bater do meu coração? Um sentimento, um ressentimento, um o quê? Quem quer tanto falar comigo? Eu não o ouço...
Seja mais explícito, poupe-me adivinhações.

(ou será que é óbvio demais para eu enxergar???)


É um desejo desmedido, desenfreado? O que está havendo?

Sub-rogação ainda é uma necessidade...

postado por: ROBERTA GAVAZZONI 8:08 PM


Sexta-feira, Junho 10, 2011

Há muito e não há nada para se falar! Um universo cheio de clamores, de cores, de amores: rimas essas glamurosas e gostosas de se falar. Por outro lado, tanta coisa acontecendo - tanta confluência - que pode gerar um Big Bang.

Estou muito feliz. Sinto-me viva. Como há tempos não me sentia. Tenho disposição para acordar cedo, ir para a aula, fazer os trabalhos, trabalhar, estudar, malhar e me divertir. Andei algumas semanas ilhada dentro de mim, das minhas perspectivas, decidindo coisas muito importantes. E, assim que acabarem as provas, eu sei que vou trilhar o meu caminho... E tudo vai dar certo.

Mundo, espere por mim.

postado por: ROBERTA GAVAZZONI 9:05 PM


Quinta-feira, Maio 12, 2011

Hoje é o aniversário de uma pessoa muito especial pra mim - ou, pelo menos, de alguém que foi muito importante. Infelizmente, não posso estar junto ou ligar, então contento-me com um desejo de feliz aniversário privado, só pra mim, sempre na esperança de que ele veja.

Afinal, "just because we can't be friends, doesn't mean we aren't".

Acho que isso diz tudo.

postado por: ROBERTA GAVAZZONI 11:05 PM


Quinta-feira, Abril 21, 2011

Falar em Machado significa, dependendo do interlocutor, falar em ferramenta de trabalho; além disso, pode ser um sobrenome; e, o que mais me interessa aqui é, decerto, esta terceira significação de Machado - o Machado de Assis. Leitores mais íntimos - que, como eu, gozem da boa literatura ou que tenham pretensão para tal, sub-ramo no qual eu me encontro - o chamam tão-somente de Machado.
Esse homem, cuja existência transcendeu-se no século XIX, quando o nosso País vivia o Império. Machado teceu diversos romances, contos, crônicas, poesias... toda a sua obra, além de literária, jurídica e sociológica, é muito mais do que um simples papel. Suas palavras - e idéias subentendidas e sublimes e afins - têm peso diferenciado e, ao carregar seus romances, estamos carregando, também, a vida de um grande homem - o maior escritor de nosso País.

Muito se deve ponderar aqui - pois se trata do meu espaço, do meu blog -, mas ele, apesar de minhas preferências, é o meu escritor preferido. Ah, Machado... de todas as significações que você abarca, com certeza você é espetacular. Deixar tudo implícito, falar de algo ou de alguém sem quase permear seu objeto... Como eu queria ser assim.

Sua influência na área jurídica é extremamente importante; de seus ensaios, contos e romances, podemos conceber e tecer um panorama jurídico demasiado relevante; como era a sociedade, quais tipos de crime o cidadão poderia cometer, como era a pretensão punitiva do Estado e, mesmo, como era a prisão. O poder centralizado - e desmedido - era autoritário. Por também ter se formado em Direito, Machado detém um vocabulário especial. Eu sinto como se ele escrevesse, através de sua retórica - especialmente em Dom Casmurro - o seu próprio Manual de Direito.

Outro dia, li um livro chamado "Reminiscências Jurídicas na Obra de Machado de Assis": por certo tal título gerou-me demasiada curiosidade, posto que esse é um assunto que decerto me interesso e do qual logro êxito em sede de minhas pesquisas; e o mais curioso, porém, foi a interseção de culturas: as letras e o direito uniram-se e foram capazes de conceber tal maravilhoso feto. Machado foi produto da História, da Sociologia, mas especialmente do Direito. Seu talento para escrever é notório, e, como eu disse anteriormente, transcendental. Suas palavras, para mim, soam como o violino mais bem afinado que existe no mundo e sua ironia fina e delicada alimenta a minha alma.

A retórica machadiana é muito interessante: escrever em primeira pessoa é muito perigoso para um leitor desatento, pois este é presa fácil para o nosso defunto autor. Em Memórias Póstumas de Brás Cubas, o defunto autor machadiano alça vôo e é absolutamente perfeito como a descrição é-lhe tão rastejante e lânguida. Laconicamente, permeia o ser, o espaço e demora-se páginas a fim de descrever o ambiente. Com isso, não somente o espaço físico fixa-se na mente do leitor, que acaba se sentindo tão seduzido pelo autor, que passa a tomar como suas as premissas desenvolvidas por Machado. É um convencimento implícito, trabalhado. O leitor acaba por se convencer por sua maneira esbelta de falar, por sua sensualidade e perspicácia.

E, ao retratar os ambientes em que se encontra, acaba, também, pintando a Sociedade na qual ele se insere. Suas críticas são bastante perceptíveis, pois ele assim o quer, mas há deveras outras que pairam no nosso inconsciente. Por essa consubstanciação dos elementos, idéias e artes é que ele é tão importante. Ninguém jamais poderia se cansar de Machado - e, por esse motivo, nem de Clarice Lispector, neomachadiana. Clarice, inclusive, merece tratamento exclusivo para um outro post. Só é importante frisar que ambos são tão relevantes ao meio acadêmico que são traduzidos para língua estrangeira e diversos autores debruçam-se sobre suas obras, a fim de entendê-las.

Nascemos, portanto, com vantagem notória, pois falamos a mesma língua, sob a pena de Machado e sob a caneta de Clarice. O que mais gosto nelas é a sua ambigüidade, o seu poder de dizer algo, de confundir, de ser inteligente, e sempre querendo dizer o inverso daquilo que, possivelmente, seria possível numa pequena leitura.
Dom Casmurro não se trata de um romance que ao leitor caberá o condão que seria equiparado ao Juiz: não é a traição de Capitu que está no primeiro plano, apesar de, naturalmente, compor elemento essencial à narrativa. O mais importante é ver o desenrolar da trama sob a ótica de um personagem, e ver como o indivíduo é capaz de distorcer os fatos, a verdade, ou o que quer que seja, a fim de, egoisticamente, justificar o seu ponto de vista. Para ele, é indiscutível que a Capitu, com seus olhos de ressaca, o tenha traído; mas, como saber? Sua retórica é perfeita, sensual e condiz os leitores a concordar (ou discordar) com ele. Mas é além disso... Muito além.

Machado está além da nossa compreensão, do nosso tempo, das nossas possibilidades...

postado por: ROBERTA GAVAZZONI 8:22 AM


Sexta-feira, Abril 08, 2011

Por que a mudança de humor é-me tão demasiadamente inerente? Por que, a cada vez que eu venho aqui, o meu humor está de um jeito? Por que eu tento esconder as coisas de mim mesma?
Não adianta fugir; não adianta afugentar e nem guardar os sentimentos. Uma hora ou outra eles ressurgem das trevas...

Eu não sei lidar ao certo com tantas coisas - com tudo ao mesmo tempo. Eu tenho um medo gigantesco de estar perdida entre os meus pensamentos, entre as minhas perguntas e no meio das minhas sombras. Medo de... estar esquecendo de mim.

É claro que é muito importante pra mim tirar boas notas e ter um rendimento proporcional às minhas expectativas... e eu sei que as minhas notas estão absolutamente aquém, e com risco comprometedor de uma possível reprovação. Pois é, logo agora depois de ganhar o prêmio de melhor aluna: logo agora no 9º período. Acontece, porém. O jeito é, então, mudar a estratégia. Eu achei que arranjar um menino, agora, seria a minha solução, mas não foi. Pelo contrário, eu, que nem gostava muito dele, fiquei absolutamente abalada e é claro que isso, de alguma forma, afetou o meu potencial. Ainda faltam duas provas e eu vou dar o melhor. E eu sei que vai dar tudo certo.

Por mais que as situações estejam adversas, eu vou lutar até o final... até que a última gota de sangue se esvaia. E vou conseguir.

postado por: ROBERTA GAVAZZONI 2:37 PM



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